5G chega ao Brasil… mais ou menos

A Claro anunciou ontem a implantação da primeira rede comercial 5G no Brasil. Na próxima semana, a empresa deve divulgar as regiões cobertas e o preço dos planos. Segundo a Claro, a velocidade pode chegar a 12 a do 4G convencional.

Mas como isso pode acontecer se o leilão do 5G ainda nem tem data para acontecer?

A resposta está no Dynamic Spectrum Sharing (DSS), tecnologia (ou gambiarra técnica, como preferir) que permite usar frequências já usadas para redes 4G para também fornecer velocidades maiores, característica do 5G.

O 5G com DSS não pode ser consirado um “5G puro” já que roda em frequências compartilhadas, e não em sua própria frequência. Mas o lançamento do serviço é uma forma de preparar o mercado e consumidores e, quem sabe, adiantar um pouco o processo do leilão.

O anúncio da rede da Claro foi feito simultaneamente ao do primeiro smartphone compatível com a rede. É o Edge, da Motorola.

Ele traz o chip 756G da Qualcomm (já comentado por aqui), que por sua vez já tem modem 5G compatível com a tecnologia DSS e preparado para acessar a nova rede da claro.

Ele chega ao Brasil com preço de R$ 5.499, e é o irmão mais novo do Edge+ que, ironicamente, não acessa o 5G.

Isso ocorre porque o Edge+ vem com chip Qualcomm Snapdragon 865. Ele é mais poderoso do que o 765, mas não tem modem 5G embutido.