Alphabet encerra processo sobre assédio sexual de executivos

A Alphabet – controladora do Google – anunciou que fez um acordo para encerrar um processo movido contra a empresa por casos de assédio sexual no trabalho.

A ação foi movida em 2018 por um grupo de acionistas contra o conselho da empresa, logo após a divulgação do caso Andy Rubin.

Criador do Android e um dos mais poderosos executivos da empresa, ele recebeu um bônus de US$ 90 milhões e vários outros benefícios ao deixar o Google, mesmo sob pesadas acusações de assédio sexual.

No processo, os acionistas acusavam o conselho de acobertar o caso de Rubin e outros episódios de assédio sexual no trabalho, e premiar os executivos envolvidos.

Além de Rubin, o advogado-chefe da empresa, David Drummond, e o chefe do laboratório de projetos futurístiscos do Google, Rich de Vaul, também deixaram a empresa sob acusações de assédio.

Como resultado do acordo, a Alphabet destinará US$ 310 milhões para programas de diversidade, inclusão e combate ao assédio na empresa.

Além disso, a empresa proibirá relacionamentos afetivos entre gerentes e seus subordinados. Atualmente, as regras internas desencorajam essas relações, mas não as proíbem completamente.