Apple cobra seus 30% de ClassPass e AirBnb

Comentamos por aqui ontem sobre alguns questionamentos que Mark Zuckerberg e Jeff Bezos devem receber em seus depoimentos hoje no Congresso dos EUA.

Quem também estará por lá é Tim Cook, da Apple. E um dos assuntos que certamente surgirá é o completo controle exercido pela empresa na App Store.

O New York Times publicou ontem dois exemplos de como a Apple pode interferir em negócios de outras empresas exercendo sua ‘mão de ferro’.

A matéria cita o exemplo do ClassPass, um app que intermediava treinos em pequenas academias. Com a pandemia, as academias fecharam e o app passou a oferecer aulas virtuais. Foi aí que apareceu o cobrador.

A Apple entrou em contato com o ClassPass e alegou que, como as aulas agora eram virtuais, tinha direito a 30% do valor cobrado pelo ClassPass de seus usuários.

O ClassPass resolveu então simplesmente deixar de oferecer as aulas.

O caso do AirBnb é semelhante. Com a pandemia, o turismo desapareceu e o app passou a cobrar por tours virtuais. Novamente, a Apple entrou em contato cobrando seus trintinha. Segundo o NY Times, AirBnb e Apple estão em negociações sobre o assunto.

Em sua defesa, a Apple disse ao NY Times que apenas aplicou uma já antiga e conhecida regra da App Store. E que seria injusto não aplicar a regra, pois apps com conteúdo semelhante já são cobrados por isso.

Hoje, os parlamentares americanos devem abordar não somente estes casos, mas também os atritos da Apple com o Spotify e outras empresas que se queixam das rígidas regras da App Store.