Biden cutuca Amazon em post sobre sindicalização

A disputa entre a Amazon e organizações trabalhistas no Alabama ganhou uma nova dimensão nos últimos dias, com um tuíte do presidente dos EUA Joe Biden.

“Trabalhadores no Alabama – e em todo o país – votam para se sindicalizar. É uma escolha muito importante, que deve ser feita sem intimidação ou ameaças de seus empregadores”, escreveu Biden.

Há semanas, o sindicato das empresas de varejo dos EUA e a Amazon travam uma disputa para convencer 5,8 mil trabalhadores de um armazém da empresa no Alabama.

A votação, feita por correio, começou no dia 8 do mês passado e se encerra no dia 30 deste mês.

Como é comum em processos deste tipo, o sindicato defende que, unidos, os trabalhadores terão mais força para negociar por melhorias de condições de trabalho.

De seu lado, a Amazon usa o argumento econômico: o valor de US$ 15 por hora pago aos trabalhadores é bem maior do que o salário mínimo estadual de US$ 7,25.

Em um processo tenso, o sindicato acusou a Amazon até de mudar o tempo de sinais de trânsito para evitar que os trabalhadores sejam abordados ao entrar ou sair da fábrica.

A polícia local confirmou a mudança nos sinais, mas por seu lado a Amazon argumentou que a mudança foi feita apenas para melhorar o fluxo de trânsito ao redor do armazém, uma prática rotineira da empresa.

Ao NYT, uma funcionária se disse indignada quando soube que a Amazon teria informado aos empregados que eles teriam que pagar até US$ 500 por ano em taxas sindicais.

De acordo com as leis do Alabama, não existe a obrigatoriedade do pagamento.

“É horrível que as pessoas enganem outras de modo intencional. Apresente os fatos e deixe que elas decidam”, disse a trabalhadora ao jornal.