CEO da Microstrategy critica home office

As empresas de tecnologia estiveram entre as primeiras a adotar políticas de home office por conta do coronavírus. Mas há exceções.

Em algumas companhias, os CEOs vêm minimizando os riscos da pandemia e orientando os funcionários a trabalhar normalmente.

É o caso de Michael Saylor, CEO da Microstrategy, empresa americana de software com cerca de 2 mil funcionários.

Em e-mail interno obtido pelo Guardian, o executivo orientou os empregados a continuarem indo ao trabalho normalmente.

“É muito debilitante aceitarmos a noção de distanciamento social e hibernação econômica. Se quisermos manter nossa produtividade, precisamos continuar a trabalhar em nossos escritórios”, escreveu Saylor no e-mail.

Ele sugeriu ainda que, em vez de alterar rotina das empresas, seria mais eficaz colocar em quarentena os cerca de 40 milhões de aposentados dos EUA, já que eles “não precisam estudar ou ir ao trabalho”.

Saylor argumentou ainda que as consequências da pandemia devem ser mínimas, do ponto de vista estatístico, e conclamou seus funcionários a continuar vivendo sem alterações em seu cotidiano.

Outro executivo que não está dando muita bola para o coronavírus é Elon Musk.

No Twitter, ele tem classificado a repercussão do vírus como “exagero”. Musk também orientou que as fábricas da Tesla continuem funcionando normalmente, mas vem enfrentando pressões de autoridades de saúde nos EUA.

Em San Francisco, a Tesla infringiu uma orientação local para que todas as atividades não essenciais fossem interrompidas. Foi necessário uma ordem da polícia local para que a fábrica da empresa passasse a operar com o mínimo de pessoal possível.