CEOs das Big Tech assistem a ‘teatro’ de congressistas

Sundar Pichai (Alphabet), Jack Dorsey (Twitter) e Mark Zuckerberg (Facebook) prestaram ontem via internet seus depoimentos ao Congresso dos EUA.

Mas a sessão acabou lembrando as famosas CPIs do nosso Congresso Nacional: muito bate-boca, políticos querendo aparecer e poucas perguntas técnicas.

Às vésperas das eleições americanas, os CEOs ficaram basicamente três horas ouvindo queixas de que suas empresas prejudicam o Partido Republicano e a candidatura de Donald Trump.

Por outro lado, democratas se queixaram de que as companhias não são duras o suficiente no combate à desinformação em suas plataformas.

Apesar de ter a menor das empresas, Jack Dorsey (acima) foi o mais “fritado”.

Com visual cada vez mais “guru hipster”, ele foi alvo de piadas de republicanos no Twitter por sua barba à la Gandalf.

No depoimento, Dorsey teve que responder perguntas duras sobre o episódio do bloqueio da matéria do NY Post sobre Hunter Biden.

“Quem diabos o elegeu e o colocou no comando do que a mídia pode noticiar e o que o povo norte-americano pode ouvir?”, disse o republicano Ted Cruz, referindo-se ao caso.

Zuckerberg desta vez não foi tão visado. Em seu pronunciamento, ele afirmou que as empresas privadas “não devem tomar tomar tantas decisões por conta própria” e pediu colaboração das autoridades na criação de leis sobre conteúdo na internet.

Já Pichai teve que rebater acusações de que o Google monopoliza o mercado de publicidade digital.

“Nossas margens de lucro são baixas e temos competidores como a Amazon, que vem crescendo nos últimos anos”, disse Pichai.