Conselho do Facebook julga primeiros casos

Anunciado no ano passado, o conselho de supervisão independente do Facebook anunciou ontem os primeiros casos em que poderá anular as decisões da empresa envolvendo remoção de conteúdo dos apps do a companhia.

Um dos seis casos é de uma usuária brasileira que publicou fotos com mamilos à mostra no Instagram.

As imagens foram bloqueadas e o pedido argumenta que as fotos têm como objetivo aumentar a conscientização sobre os sintomas do câncer de mama, e por isso devem voltar à rede.

Outros casos envolvem citações de oficiais nazistas e sobre violência de motivação religiosa.

O conselho abriu um período de uma semana para comentários públicos sobre os casos, que serão analisados por painéis de cinco membros.

O conselho foi concebido no ano passado como uma resposta do Facebook sobre as críticas por remover ou não determinados conteúdos de sua plataforma.

Com a iniciativa, a empresa busca envolver mais atores sobre essas decisões, em vez de assumir sozinha a responsabilidade pela regulação de suas plataformas.

O conselho é compostos por pesquisadores, ativistas de direitos humanos e outras pessoas não vinculadas ao Facebook. Um dos integrantes é o pesquisador brasileiro Ronaldo Lemos.