Coronavírus ressuscita Cobol

Pelo menos um idoso com mais de 60 anos não está preocupado com o coronavírus.

É o Cobol, linguagem de programação criada no fim dos ano 1950 que voltou à moda nos Estados Unidos graças à pandemia.

Em vários estados dos EUA, os sistemas usados na gestão de benefícios de desemprego ainda rodam nessa jurássica plataforma.

Com os efeitos do coronavírus, os sistemas entraram em pane em vários estados, e não há profissionais no mercado para realizar melhorias e manutenção.

A situação e tão grave que o Congresso americano resolveu dar um benefício fixo aos desempregados, em vez de incluir um cálculo por tempo de serviço e outras regras. Para realizar o cálculo, seriam necessários cinco meses para atualizar os sistemas.

“Haverá muitas reflexões necessárias após a pandemia. E uma delas certamente será como chegamos ao ponto de precisarmos de programadores de Cobol”, disse o governador de Nova Jersey em entrevista sobre os efeitos do coronavírus.

O Cobol foi criado em 1959, e já há décadas foi substituído por plataformas mais modernas, como C e Java.

Há muitos anos, o Cobol nem é mais ensinado em cursos de programação, o que reduziu drasticamente o número de profissionais capacitados a lidar com sistemas que usam a linguagem.

Para tentar remediar a situação, a IBM vai oferecer um curso grátis de Cobol para capacitar mais profissionais para a plataforma.