Executivos do Google são investigados por assédio sexual

O conselho da Alphabet, conglomerado que controla o Google, abriu uma investigação interna para apurar casos de assédio sexual na empresa.

A investigação é uma resposta do conselho ao processo movido por acionistas da Alphabet.

Na ação, os investidores alegam que o conselho errou ao encobrir casos de assédio sexual e outras condutas inapropriadas de altos executivos da empresa.

Entre os casos já divulgados estão o de Andy Rubin, criador do Android, que deixou o Google após denúncias de assédio em 2014 com um bônus de US$ 90 milhões.

David Drummond, atual chefe jurídico do Google, também está envolvido em uma polêmica.

Há alguns meses, foi revelado que ele teve um caso extraconjugal, e um filho, com uma subordinada. Ela publicou um post no Medium detalhando o episódio.

Rich de Vaul, ex-diretor da X, braço de projetos futurísticos da Alphabet, deixou a empresa há alguns meses, acusado de assédio por funcionárias.

Regras internas do Google proíbem relacionamentos entre chefes e subordinados.

Em novembro do ano passado, cerca de 20 mil funcionários do Google fizeram uma passeata contra a atitude da empresa em casos de assédio.

Desde então, algumas líderes do movimento deixaram a empresa, alegando terem sofrido retaliações.