Google violou leis trabalhistas dos EUA, diz agência

O Google violou leis trabalhistas dos EUA ao monitorar funcionários que participavam de protestos contra a empresa, diz a National Labor Relations Board (NLRB) – órgão do governo americano que supervisiona relações entre empregados e empregadores.

Segundo a ação, o Google violou a lei ao usar ferramentas internas para rastrear as atividades de Laurence Berland e Kathryn Spiers, ambos demitidos no fim do ano passado.

Berland organizava manifestações contra a aliança entre o Google e a IRI Consultants, uma consultoria contratada por empresas que querem evitar que seus funcionários se filiem a sindicatos trabalhistas.

Já Spiers foi mais longe e criou um pop-up que era exibido quando funcionários conectados à rede interna do Google visitavam o site da IRI.

O pop-up dizia que os funcinários do Google tinham o direito de participar de atividades coletivas de forma privada.

“A contratação da IRI é uma declaração clara de que o Google não tolera que organizações que defendam os direitos do trabalho. A gerência queria mandar essa mensagem, mas agora a NLRB manda outra mensagem: a organização trabalhista é protegida por lei”, disse Brenand em comunicado.

Por muitos anos considerada “a empresa mais feliz do Vale do Silício”, o Google vem tendo dificuldades em lidar com o ativismo de seus funcionários nos últimos dois anos.

Além do famoso protesto de 2018 contra assédio sexual na empresa, grupos de funcionários têm se manifestado contra ligações da empresa com agências militares e de controle de imigração nos EUA.