Invasão de perfis evidencia atraso no Twitter, diz Guardian

A invasão de perfis de pessoas famosas no Twitter, ocorrida há cerca de duas semanas, abriu uma crise interna na empresa.

Fontes internas relatam ao Guardian que a empresa finalmente está tendo que lidar com as consequências de anos de ‘gambiarras técnicas’ e liderança indecisa.

Em outras empresas, os sistemas acessados pelos criminosos na invasão do Twitter são protegidos por rígidos controles de acesso.

No Twitter, porém, mais de mil funcionários tinham acesso às ferramentas administrativas e senhas eram compartilhadas em canais de Slack.

Segundo o Guardian, melhorar os controles de acesso a ferramentas administrativas estava na lista de tarefas do engenheiros do Twitter há um bom tempo.

Porém, como várias outras tarefas na empresa, foi adiada ou simplesmente abandonada.

“Um trabalho de estagiário do Facebook equivale a um projeto com várias equipes no Twitter”, um funcionário da empresa disse ao Guardian.

Segundo as fontes, parte dessa demora está em uma série de ‘gambiarras técnicas’ comuns na empresa, como reescrever código de software antigo em vez de usar novas soluções.

A matéria diz ainda que o Twitter não consegue competir em salários e benefícios contra rivais maiores, e por isso há constante rotatividade nas equipes.

A outra razão para a letargia da empresa seria a liderança. Jack Dorsey divide seu tempo como CEO entre o Twitter e o Square, como já comentado por aqui.

Conhecido pelo jeitão zen, Dorsey não tem tido pulso suficiente para orientar as decisões da empresa e dar foco aos vários projetos internos, de acordo com a reportagem.