Microsoft e Amazon trocam farpas sobre contrato de US$ 10 bilhões

A Amazon e a Microsoft voltaram a se cutucar sobre a disputa que envolve um contrato de US$ 10 bilhões para fornecer serviços de nuvem ao Pentágono.

Em post publicado na última sexta-feira, a Microsoft acusou a Amazon de querer barrar o contrato para forçar uma nova concorrência, após ter perdido a primeira.

“A Amazon foi a única responsável pelo valor proposto na concorrência. E a sua proposta não foi boa o suficiente para vencer”, diz o post.

A Microsoft ainda acusou a Amazon de prejudicar as atividades militares americanas ao tentar impedir a melhoria da infraestrutura de nuvem do Pentágono.

Logo em seguida, foi a vez da Amazon publicar seu post. O texto aponta o que seriam falhas técnicas na proposta da Microsoft e diz que a Amazon não vai desistir da concorrência.

“Não vamos recuar, mesmo se a Microsoft continuar tentando impor sua vitória injusta. Também não vamos deixar que claras interferências políticas ou tecnologias inferiores imponham um novo padrão aceitável”, diz o texto.

Como já comentado por aqui, a Amazon era considerada a favorita para ganhar o contrato, mas a Microsoft foi a vencedora.

A Amazon alegou então que teria havido interferência política, graças à conhecida rivalidade entre Donald Trump e Jeff Bezos.

Desde então, a Amazon entrou com uma série de ações judiciais para tentar modificar a decisão. O contrato foi suspenso há três meses ainda está sob análise.