Microsoft e Google trocam farpas sobre apoio a jornalismo

O Congresso dos EUA realizou na sexta-feira passada uma sessão sobre a relação entre as empresas de jornalismo e as Big Tech.

Os parlamentares devem votar em breve uma lei que permitiria que empresas de jornalismo negociassem com Google, Facebook e outras sobre o uso de seu conteúdo em serviços de busca e redes sociais.

O objetivo do projeto seria pelo menos diminuir o desequilíbrio entre os gigantes de tecnologia e as empresas de jornalism, em relação à receita vinda de publicidade.

Nos EUA, a receita de publicidade de jornais caiu de US$ 49 bilhões em 2005 para US$ 14 bilhões em 2018. Já a do Google subiu de US$ 6 bilhões para US$ 116 bilhões.

Entre os participantes da sessão estava Brad Smith, presidente da Microsoft. Ele disse ser a favor da legislação.

“Notícias ajudam a aumentar o valor de buscadores, mas as empresas de jornalismo são frequentemente pouco compensadas, ou simplesmente não recebem nada pelo seu conteúdo. Os problemas que

ocorrem no jornalismo hoje são causados em parte pela falta de concorrência nos mercados de busca e publicidade digital, ambos controlados pelo Google”, disse Smith.

Vale lembrar que a Microsoft também tem sua busca, o Bing, e uma plataforma de anúncios. Mas está muito atrás do Google nas duas áreas.

O Google não esteve na sessão, mas respondeu as declarações de Smith.

“Eles (Microsoft) agora fazem declarações que só servem a seus propósitos e estão até mesmo dispostos a ‘quebrar’ a forma como a internet funciona, simplesmente para prejudicar um rival”, disse a empresa em comunicado.