Moderadores do Facebook criticam Zuckerberg

Se já não bastassem as críticas de funcionários do Facebook, autoridades e organizões de direitos humanos, Mark Zuckerberg foi ontem alvo de novas críticas por sua neutralidade em relação a posts de Donald Trump.

Desta vez, os críticos foram os moderadores de conteúdo do Facebook, que são terceirizados.

Em post no Medium, os moderadores manifestaram solidariedade aos funcionários do Facebook e ressaltaram os problemas de serem contratados como terceirizados.

“Estaríamos no protesto virtual com vocês, mas o Facebook não permite. Como terceirizados, nossos contratos nos proíbem de falar sobre nossas atividades. Segurança e proteção de dados são importantes, mas também é importante um debate saudável sobre o que ocorre no Facebook”, diz o texto.

O texto diz ainda que o Facebook pode melhorar suas práticas. “Queremos enfatizar que a ‘tristeza pessoal’ de Mark Zuckerberg sobre os posts de Trump não é suficiente, especialmente quando seus funcionários reconhecem os posts como uma flagrante violação das regras de conteúdo violento no Facebook”, argumentam os funcionários.

Na esteira da polêmica sobre o post de Trump, o Facebook também vem sendo alvo de críticas sobre a condição de seus moderadores.

Eles são terceirizados e, como tal, não têm os benefícios e o patamar salarial estabelecido pelo Facebook para seus funcionários.

Neste fim de semana, um órgão afiliado à Universidade de Nova York publicou um estudo enfatizando a importância do trabalho dos moderadores.

No relatório, os pesquisadores afirmam que o Facebook deveria contratar os moderadores como funcionários, e não terceirizados, devido à importância da moderação de conteúdo na rede social.