Palm está de volta com “mini-smartphone” e Stephen Curry

A Palm, marca que nos anos 1990 dominou o segmento de PDAs(“vovôs” dos atuais smartphones) “ressuscitou” nesta semana. Ela será usada novamente em um pequeno smartphone com tela de 3 polegadas.

O novo Palm foi criado para funcionar como um complemento ao smartphone. De tamanho pequeno, ele foi projetado para servir como substituto temporário ou complemento do smartphone principal.

Em um momento em que empresas tentam esticar cada vez mais as telas, a Palm seguiu o caminho contrário. Além da pequena tela de 3 polegadas, o aparelho traz uma configuração apenas básica, com chip Snapdragon 425, 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento.

O aparelho roda o Android 8.1 e é compatível com qualquer app do sistema, mas a ideia aqui é que o aparelho seja usado apenas com apps básicos.

Nos EUA, o novo Palm poderá ser adquirido por US$ 10 adicionais por mês em contratos de operadoras de celular. Quem quiser comprar o aparelho fora de um plano terá que desembolsar US$ 350, um valor bem alto levando em conta a configuração do aparelho.

Aposta incerta

O novo Palm se vende como “um smartphone para quem quer usar menos o smartphone” e tem a seu favor o tamanho diminuto, que pode ser útil em algumas situações.

No entanto, embora haja (principalmente nos EUA) um tímido movimento de fadiga da tecnologia, a princípio o público-alvo deve ser restrito. De certa forma, o aparelho deve ser encarado mais como um competidor de relógios inteligentes do que como um smartphone.

Curry patrocina retomada da marca

Por trás da nova Palm está Stephen Curry, uma das maiores estrelas da NBA e investidor da empresa. Curry é investidor na startup que adquiriu os direitos da marca, e também tem o cargo de diretor criativo da empresa. Obviamente, ele também será parte importantíssima na divulgação do produto.

Após dominar o setor de PDAs nos anos 1990 com a linha Pilot, a Palm foi comprada pela HP e depois vendida para a chinesa TCL, que atualmente também fabrica os smartphones BlackBerry.

Mais recentemente, a TCL vendeu a marca para a startup que tem Curry como sócio. A Fast Company tem um resumo da longa e confusa trajetória da Palm.