Pressionado, Jack Dorsey pode desistir de mudança para África

Pressionado por investidores, Jack Dorsey, CEO do Twitter, comentou ontem que pode desistir de seus planos para passar seis meses na África.

Segundo Dorsey, o plano era se mudar para a África para estudar de perto o cenário de fintechs e de uso de internet no continente.

Entretanto, a ofensiva de um grupo de investidores mudou os planos do executivo.

Como comentado por aqui, o fundo de investimentos Elliot recentemente comprou grande quantidade de ações do Twitter e quer que Dorsey deixe o cargo que ocupa desde 2015.

Do ponto de vista dos acionistas, motivos não faltam. Sob a gestão de Dorsey, as ações praticamente não se valorizaram (apenas 6% em quatro anos), a empresa não conseguiu ampliar significativamente o número de usuários e deu prejuízo na maior parte do tempo.

Além disso, Dorsey é criticado por dividir o seu tempo com a fintech Square, da qual também é CEO. E um plano de se mudar para a África por seis meses não ajuda muito no momento.

Ao reavaliar sua viagem para a África, é bem provável que Dorsey tenha lido um longo perfil do líder do fundo Elliot, Paul Singer.

A New Yorker classifica Singer como uma ‘velha raposa’ do mercado financeiro.

Segundo a revista, a especialidade dele é comprar ações de empresas claudicantes e pressionar fortemente por mudanças que beneficiem os acionistas, incluindo aí trocas de CEO.