Pressionado, Zuck se defende sobre posts de Trump

Ontem comentamos por aqui sobre a revolta de funcionários do Facebook contra a posição de Mark Zuckerberg em relação a posts do presidente dos EUA.

Na semana passada, Trump escreveu que “Quando ocorrem os saques, ocorrem tiroteios”. Enquanto o Twitter marcou o post como conteúdo de incitação à violência, o Facebook nada fez.

No fim do dia de ontem, em videoconferência interna, o CEO do Facebook não recuou de sua posição. O encontro era confidencial, mas o áudio foi obtido pelo NY Times outras publicações.

Segundo Zuckerberg, os princípios de liberdade de expressão do Facebook “mostram que a ação correta é deixar os posts no ar”.

Ele acrescentou ainda que antecipou as críticas que sofreria. “Sabia que tinha que separar minha opinião pessoal, e que a decisão iria irritar muitas pessoas dentro da empresa e na mídia”.

Na reunião, Zuckerberg enfatizou que não concorda com o conteúdo dos posts, mas que não deve ser o “juiz do que é certo ou errado”.

“Não é isso que esperamos de nossos líderes. Esse é um momento que pede por união e empatia pelas pessoas que estão sofrendo”, disse.

Para o futuro, ele deixou em aberto a possibilidade de mudança de regras para conteúdos relacionados a uso de força por governos.

“Nos próximos dias, a Guarda Nacional deve ser usada em várias cidades e minha maior preocupação é o uso excessivo de violência por parte dos militares. Creio que pode haver mais discussão sobre como lidar com conteúdos que abordem esse assunto”, disse.