Procurador-geral dos EUA pressiona Apple para ajudar a destravar iPhones

Depois do FBI, ontem foi a vez do procurador-geral dos EUA, William Barr, pedir que a Apple ajude a destravar dois iPhones relacionados a um crime.

Em pronunciamento, Barr disse que o FBI conseguiu consertar os iPhones e que os aparelhos estão funcionando, mas não podem ser destravados sem a senha do criminoso.

Como comentamos por aqui, os iPhones estão relacionados a um caso de tiroteio em uma base da Marinha na Flórida.

Os aparelhos pertenciam ao saudita Mohammed Saeed Alshamrani, que matou três militares americanos em uma base na Flórida em dezembro do ano passado.

Alshamrani foi morto em conflito com a polícia. Mas os iPhones estavam travados e com conteúdo criptografado e por isso o FBI não conseguiu acesso aos aparelhos.

O episódio é mais um em uma série de disputas entre autoridades de segurança dos EUA e a Apple.

De seu lado, as autoridades pedem que a Apple crie um mecanismo (backdoor) para contornar a criptografia em casos de investigações criminais.

De outro, a Apple alega que este backdoor poderia ser usado para violar a privacidade de seus usuários.

Em um caso semelhante ocorrido em 2014, uma empresa privada conseguiu ajudar o FBI a destravar os aparelhos após a recusa da Apple.

No caso de Alshamrani, a Apple diz que já entregou os dados aos quais tinha acesso (guardados no iCloud), mas que não tem como acessar conteúdos em um aparelho bloqueado.

Caso as autoridades concluam que a Apple não está cooperando, o caso pode parar na Justiça.