Rappi aposta em dados para crescer na AL

A startup de entregas Rappi está apostando forte em coleta e análise de dados de seus usuários para crescer na América Latina, mostra a Reuters em reportagem.

Toda transação do app gera dados sobre os clientes: onde eles moram, o que querem e quando precisam. E este tipo de informação tem grande valor para restaurantes, supermercados e fabricantes de alimentos e produtos de beleza.

Se uma empresa como a Gillette, por exemplo, quiser lançar uma nova lâmina de barbear, a Rappi pode enviar 100 mil amostras para pessoas com idades entre 27 e 35 anos que moram em determinados bairros.

Em entrevista à Reuters, Sebastian Mejia, cofundador da empresa, diz que a Rappi não repassa dados individuais de seus clientes, mas os analisa para descobrir tendências de consumo.

A Rappi procura atrair cada vez mais pessoas para o aplicativo, uma medida que enriquecerá ainda mais sua base de informações.

A empresa, que recebeu aporte de cerca de US$ 1 bilhão em abril no ano passado, ainda não dá lucro.

“Quero atingir o maior número possível de consumidores”, diz Mejia. “Prefiro investir nisso do que focar em metas de curto prazo ou rentabilidade a curto prazo.”