Seis meses após estrear, Quibi fecha as portas

Apenas seis meses após entrar em funcionamento, o serviço de streaming Quibi, comandado por figurões do mundo da mídia e da tecnologia, será encerrado.

O app foi lançado em abril deste ano após um aporte de US$ 1,75 bilhão.

A iniciativa partiu de Jeffrey Katzenberg, chefão da Disney nos anos 80 e 90 e cofundador da Dreamworks, juntamente com Steven Spielberg e David Geffen. E a CEO da empresa é Meg Whitman, que foi CEO da eBay por 10 anos e posteriormente da HP por seis anos.

Tinha uma pandemia no caminho…

Mesmo com dois nomões no comando, o Quibi afundou rapidamente e não é difícil explicar as razões.

Desde o início, a proposta era ser um serviço de streaming apenas para smartphones e com foco no público “xóvem” sempre em movimento.

Assim, o Quibi nasceu sem suporte para iPads e outros tablets, e também sem apps para smart TVs ou aparelhos como Apple TV e Amazon Fire Stick.

O conteúdo era de vídeos curtos (10 minutos no máximo), com muito entretenimento e algum conteúdo noticioso.

Com a pandemia, porém, todo mundo ficou preso em casa e o consumo de vídeos no trânsito despencou nos EUA, principal mercado da empresa.