Spotify cresce, mas músicos ainda ganham pouco

Matéria da Bloomberg mostra que, nos Estados Unidos, músicos receberam apenas 12% dos US$ 43 bilhões de receita gerada com seu trabalho no ano passado.

Segundo relatório do Citigroup mencionado na reportagem, empresas de tecnologia, emissoras de rádio e gravadoras ficam com a maior fatia do bolo, cerca de US$ 15 bilhões em receita publicitária.

“Como a indústria da música tem muitos intermediários- e o consumo de música está tão fragmentado entre diferentes plataformas -, o artista recebe uma parcela muito pequena das receitas agregadas”, diz à Bloomberg Vickie Nauman, consultora na área de distribuição digital de músicas.

O relatório pode ajudar a empurrar os músicos ainda mais para os braços de serviços de streaming, como Apple e Spotify. Esses serviços podem oferecer aos músicos uma fatia maior do bolo, desde que abram mão de contratos com gravadoras.

O Spotify, que apesar de sua popularidade deu prejuízo de 1,5 bilhão de dólares no ano passado, ainda passa por ajustes em seu modelo de negócio. Na Austrália, o serviço testa a possibilidade de deixar os usuários da versão grátis pularem os anúncios.