Startups “Uber de ônibus” pressionam por regulamentação

As startups Buser e 4Bus – que têm aplicativos de fretamento de ônibus e modelo de negócio similar ao do Uber – estão pressionando o governo federal para que suas atividades sejam regulamentadas.

Na manhã de ontem, representantes das empresas se encontraram com o presidente Jair Bolsonaro e pediram para que ele revogue um decreto de 1998 que torna irregular o modelo de negócio das companhias.

O decreto estipula o modelo de “circuito fechado” a fretadoras. Neste modelo, elas são obrigadas a vender passagens de ida e volta. Somente empresas tradicionais de linhas estaduais – como Itapemirim e 1001 – podem vender passagem apenas de ida.

Buser e 4Bus, no entanto, são enquadradas como fretadoras e deveriam trabalhar com “circuito fechado”, mas isso não ocorre.

Por isso, são frequentemente alvo de multa ou apreensão por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A Buser enfrenta batalhas judiciais em vários estados e acumula também algumas derrotas. Em setembro de 2019, a startup foi banida do Paraná e de Santa Catarina.