TikTok contesta governo Trump

Em documentos enviados à Justiça dos EUA, o chefe de segurança de dados do TikTok, Roland Coutier, contesta diversos argumentos usados pelo governo americano para justificar o bloqueio do app.

Para começar, Coutier afirma que o código e os dados dos usuários do TikTok são completamente separados das informações do Douyin, o “irmão chinês” do app.

O governo americano afirmou em setembro que os dois apps compartilhavam alguns elementos de infraestrutura e isso aumentaria o risco à segurança nacional do país.

O governo Trump também diz que o TikTok aluga servidores da Alibaba e da China Unicom Americas nos EUA, o que, novamente, representaria risco.

Coutier também rebate essas alegações. Ele diz que as empresas apenas fornecem espaço e eletricidade, mas não os servidores. Segundo ele, os servidores são gerenciados pela ByteDance e ficam fisicamente isolados, em salas com cadeados.

Em tese, a ordem de Donald Trump para o bloqueio do TikTok entra em vigor no dia 12 de novembro.

Como já extensamente comentado por aqui, as negociações para a venda do app para empresas americanas pareciam estar caminhando, mas emperraram.