Twitter e Facebook no centro de polêmica nos EUA

O Twitter e o Facebook voltaram a estar no centro das atenções de políticos dos EUA ontem.

A três semanas das eleições, as redes interferiram em uma matéria do New York Post sobre Joe Biden.

A matéria afirmava que Hunter Biden, filho do candidato, teria ligações com uma empresa ucraniana. Para chegar a essa conclusão, a matéria se baseava em supostas informações obtidas em um notebook que Hunter teria deixado para manutenção.

O Facebook reduziu drasticamente o alcance da matéria, e o Twitter simplesmente proibiu o compartilhamento do conteúdo.

As duas empresas interferem rotineiramente em conteúdos considerados suspeitos. Mas essa é a primeira vez em que uma matéria de um jornal conhecido nacionalmente é alvo de interferência.

Atrás de Biden nas pesquisas, Donald Trump obviamente ficou pistola com a situação.

“Se as Big Tech persistirem nessa coordenação com a grande mídia, precisamos imediatamente derrubar as proteções da Seção 230”.

Já comentada por aqui, a Seção 230 isenta as empresas de internet de responsabilidade sobre conteúdo publicado por seus usuários, com algumas exceções.

O New York Post também respondeu: “Censure primeiro, pergunte depois: é uma atitude ultrajante para duas das plataformas mais poderosas dos Estados Unidos”.