Uber é processado por não tratar motoristas como funcionários

O estado da Califórnia está processando o Uber por tratar seus motoristas como terceirizados, e não como funcionários da companhia.

O processo é uma ação conjunta da advocacia-geral do estado e também de algumas cidades, como Los Angeles, San Diego e San Francisco.

A ação argumenta que o Uber (e seu rival Lyft, também mencionado no processo) estão descumprindo uma nova lei estadual, aprovada no início deste ano. A lei diz que motoristas devem ser considerados funcionários de empresas como Uber e de apps de entregas.

Desde a aprovação da lei, o Uber e outras empresas de atividade similar batalham pela realização de um plebiscito no estado.

No processo, a advocacia-geral alega que o Uber está deixando de pagar benefícios como plano de saúde, licença médica remunerada e outros, e pede multa de US$ 2,5 mil por motorista.

Ao TechCrunch, o Uber disse que vai brigar na Justiça. “Em tempos de crise econômica e desemprego, deveríamos facilitar as oportunidades de trabalho, e não dificultá-las”, diz um comunicado da empresa.

O processo é mais um episódio em uma longa guerra que Uber e outros apps similares travam em várias partes do mundo.

De modo geral, entidades trabalhistas argumentam que os motoristas fornecem a receita da empresa, e por isso devem ter tratamento igual ao de outros funcionários.

De outro, as empresas alegam que os motoristas não são obrigados a cumprir horários e podem sair e entrar do app a qualquer momento, ou seja, não têm as obrigações de outros funcionários.