Unilever e Coca-Cola boicotam Facebook

A campanha de anunciantes contra o Facebook teve duas adesões de peso na sexta-feira passada, a Coca-Cola e a Unilever.

A marca de refrigerantes anunciou que vai interromper anúncios em mídias sociais (incluindo concorrentes do Facebook) por 30 dias. Já a Unilever disse que suspenderá sua publicidade até o fim do ano.

As empresas aderiram ao movimento #StopHateForProfit, que pede que companhias de redes sociais sejam mais rigorosas com conteúdo de incentivo ao ódio em suas plataformas.

Como resultado do boicote da Unilever e Coca-Cola, as ações do Facebook caíram 8,3% na sexta-feira. Para Zuckerberg, são menos US$ 7 bilhões no bolso.

A publicidade é praticamente a única receita do império do Facebook. Zuckerberg, no entanto, já disse que não toma decisões baseadas em pressão por resultado financeiro.

Poderoso chefinho

Apesar da pressão dos anunciantes, Zuckerberg pode resistir como poucos à ameaça de boicote. Além de CEO, ele é presidente do conselho do Facebook e tem ações com maior poder de voto.

Com isso, ele exerce poder completo sobre as ações da empresa, e não pode ser removido do cargo pelo conselho.