Zuck defende anúncios políticos no Facebook

Em palestra durante evento na Califórnia, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, voltou a defender a política da empresa de não revisar o conteúdo de anúncios políticos veiculados na rede social.

Zuckerberg alega que o maior compromisso da empresa é com a liberdade de expressão, e isso vai “irritar algumas pessoas”.

Em ano de eleições nos Estados Unidos, o Facebook tem sido pressionado a impedir anúncios de campanhas políticas em sua rede social, ou pelo menos verificar o conteúdo publicitário para evitar informações falsas.

Zuckerberg, no entanto, alega que essa interferência iria prejudicar candidatos menos conhecidos ou com menos dinheiro, que não podem fazer propagada na TV ou outros meios mais caros.

Ele disse ainda que considerou banir anúncios políticos “pois, do ponto de vista do negócio, eles não são relevantes”, mas concluiu que “quando a decisão não é clara, é melhor errar a favor da liberdade de expressão”.

Autoridades e entidades de atuação política estão preocupadas em evitar que aconteça novamente o que ocorreu em 2016, quando grupos ligados ao governo russo usaram o Facebok para disseminar informações falsas.

Já o Facebook se defende alegando que, de lá pra cá, criou ferramentas para impedir este tipo de interferência.