Zuck defende anúncios políticos no Facebook

Em um discurso de 40 minutos na tradicionalíssima universidade de Georgetown, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, defendeu a liberdade de expressão como um valor fundamental de sua empresa.

Ele também aproveitou para defender a decisão de permitir anúncios políticos no Facebook, mesmo que estes veiculem mentiras.

“Devido ao aspecto sensível dos anúncios políticos, pensei se deveríamos bani-los por completo. Sob a perspectiva comercial, a controvérsia não vale a pena, levando em conta que eles representam uma parte pequena do negócio. Mas anúncios políticos são importantes, principalmente para candidatos locais e menos conhecidos”, argumentou.

Zuck disse também que os anúncios são uma forma de que candidatos menores possam competir com aqueles mais conhecidos e com maior atenção da mídia.

Ele afirmou ainda que “você pode dizer coisas controversas, mas terá que arcar com as consequências usando seu nome verdadeiro”.

Apesar de toda a pompa, o discurso foi visto pela imprensa internacional e por muitos políticos como evasivo.

“Zuckerberg tentou usar a Constituição como um escudo para sua empresa e para esconder suas estratégias comerciais. Sua tática de fingir se preocupar com a liberdade de expressão mostra como ele está despreparado para este momento e o quão pouco aprendeu nos últimos anos”, criticou o porta-voz da campanha presidencial de Joe Biden.

“O Facebook é um grande experimento que constantemente testa a crença de Zuckerberg, segundo a qual conectar o mundo trará resultados positivos. Mas os resultados ainda são mais do que contestáveis”, escreveu o jornalista e escritor Stephen Levy na Wired.