Zuck é ‘fritado’ em depoimento no Congresso dos EUA

Mark Zuckerberg esteve ontem no Congresso dos Estados Unidos para um novo depoimento, pouco mais de um ano após o primeiro, realizado em abril do ano passado.

O executivo foi alvo de questionamentos duros tanto de democratas quanto de republicados, em um raro momento de união.

Na defensiva, Zuck teve que responder a questionamentos sobre privacidade, publicidade e a polêmica moeda digital libra.

Sobre privacidade, um dos questionamentos mais incisivos veio da deputada Katie Portman.

“Se é verdade que o Facebook se preocupa com a privacidade dos usuários, por que vocês argumentam em processos jurídicos que não podem ser responsabilizados caso haja alguma falha?”, perguntou a parlamentar, observando que os termos de uso da empresa isentam o Facebook de responsabilidade em caso de quebra de contrato.

Zuckerberg se enrolou e disse que não estava familiarizado com as questões jurídicas mencionadas, ao que a deputada respondeu: “Como CEO e pessoa mais poderosa da empresa, você é responsável pelos argumentos jurídicos de sua empresa”. Ouch!

O Facebook foi criticado ainda por permitir anúncios políticos na plataforma, mesmo que seu conteúdo possa ser considerado falso.

A deputada democrata Rashida Tlaib disse que a rede social permite “um padrão mais baixo para verdade e decência” e afirmou ainda que os anúncios propagam discurso de ódio “É ódio e está levando a violência e ameaças de morte em meu escritório”.

Zuckerberg negou que o Facebook tenha liberado anúncios políticos apenas por lucro e disse que este tipo de publicidade é uma parte pequena do negócio da empresa.

Ele reafirmou sua posição de que os anúncios políticos devem ser permitidos para que candidatos menos conhecidos tenham chance de divulgar suas ideias.

Sobre a libra, Zuck disse que o Facebook não pretende acelerar o desenvolvimento da moeda e que a Associação Libra deve ganhar mais poder para continuar o projeto de agora em diante.