Zuck recua sobre posts de Trump

Na última sexta-feira, Mark Zuckerberg admitiu que pode reavaliar sua decisão de não interferir nos posts do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em texto dirigido a funcionários e compartilhado em seu perfil, Zuckeberg escreveu: “Reconheço que a decisão que tomei na semana passada irritou e desapontou muitos de vocês”.

Ele disse ainda que o Facebook vai “revisar nossas regras que autorizam a discussão e a ameaça do uso da força por um Estado, para ver se devemos aprovar modificações. E isso inclui posts sobre uso excessivo da força”.

A decisão de Zuckeberg ocorre uma semana após críticas de funcionários do Facebook, autoridades e representantes dos direitos humanos.

Diferentemente do Twitter, o Facebook decidiu não intervir em uma mensagem do presidente americano que dizia: “Quando os saques começam, as balas começam”, sobre os protestos em apoio a George Floyd.

Em seu texto, Zuckerberg detalhou sete áreas que sua empresa planeja submeter à avaliação, embora tenha especificado “que pode não haver mudanças em todas elas”.

Além do conteúdo sobre o uso da força, ele pretende se concentrar em proteger a integridade das eleições que acontecem este ano nos Estados Unidos.

Neste sábado, após o post de Zuckerberg, um grupo de 140 cientistas foi mais um a pressionar o executivo para que haja mudanças nas regras de conteúdo do Facebook.